Em saúde mental e bem estar, existem questões
que algumas pessoas ainda não compreendem, que é a relação da estética e da
saúde. A beleza faz parte da saúde? A saúde mental está voltada para os
paradigmas que a mídia apresenta para a população ou constitui a real opinião
das pessoas? Será a opinião de todos influenciada por padrões de beleza que são
transmitidos? Será também a auto rejeição algo que pode acarretar problemas na vida de
uma pessoa?
É perceptível que cada vez mais pessoas buscam na estética resultados
que elevem sua auto estima e bem estar, [u1] no decorrer dos últimos
anos, fato comprovado com dados científicos. Para Okamotto (2011), "no
mundo atual, cuidar do corpo deixou de ser considerada atividade supérflua e
virou uma questão de saúde que gera emprego, renda e divisas ao Brasil, além de
elevar a autoestima" (Okamotto, 2011 apud ABIHPEC, 2010)[u2] . Dessa forma, surgem duas
grandes massas de grupos na sociedade, o grupo dos que seguem os paradigmas
impostos pela mídia e o grupo dos que têm o seu "estilo próprio", mas
não são reconhecidos pelos seguidores do primeiro grupo, causando então uma
divergência no relacionamento interpessoal dessas pessoas. O que gera duas
questões a mais para serem solucionadas: Qual dos grupos está coerentemente bem
em sua saúde mental? E, qual dos grupos têm um forte pensamento do que é se sentir
bem?
Refletir no que faz
verdadeiramente bem e confortavelmente feliz (até porque o normal é estar bem)
e no que não se sentir bem porque está em algum dos grupos sempre lutando para
não cair. A Estética traz de volta a antiga reflexão do que é a beleza, e nunca
houve uma resposta concreta pelo simples motivo de que todas as respostas estão
certas de jeitos diferentes.
Na década de 50 ou 60,
existia o pensamento que de as mulheres de corpo ginóide (ou seja, mais largas)
eram melhores esposas e teriam uma gravidez mais saudável e estável, por isso a
preferência masculina era essa. Atualmente, os conceitos se divergem, é visto
que a mulher mais fina, com menos volume e externamente saudável, tem a
preferência não só dos homens, mas também a midiática.
"Antigamente,
as distâncias sociais eram maiores nem todas as pessoas tinham acesso direto às
influências midiáticas. Hoje em dia, a realidade é diferente, pois existe uma
maior acessibilidade às informações, um bombardeio de novidades estéticas a
todo momento com valores acessíveis a todas as classes sociais. Tudo isso para
conquistar um público mais exigente e informado que anseia por novidades, por
consumos, e por expandir suas práticas de maturidade."(VIGARELLO, 2006)
"A
mídia impõe um corpo padrão cotidianamente, pois é nele e por ele que as
pessoas sentem, desejam, agem e criam. Viver nesse sentido de expor a aparência
física faz com que se assumam funções e poderes que dão acesso ao mundo, abrem
a presença corporal um do outro (VILAÇA; GÓES, 1998).
Assim, surgem os padrões da
beleza: Para você ser linda, você deve
ser magra, vestir 38 (no máximo), não deve haver flacidez ou rugas, os cabelos
devem estar impecáveis, unhas devidamente pintadas e corpos completamente
malhados
Com a emancipação da mulher
no mercado de trabalho, passou-se a exigir delas uma "boa aparência",
influenciada pela moda publicitária, mídia, dietas malucas e academias de
ginástica. Não só as mulheres, mas também homens, e principalmente os
adolescentes onde estão em estado de transição, ansiosos para terem os corpos
perfeitos que são mostrados em comerciais de televisão e manequins de loja.
Agora, pois, dando a
atenção às pessoas que não se encaixam no que foi dito, e notando que sua
perseverança em optar por se sentir confortável acabou de ser deixada para
baixo. Muitas começam a sentir vergonha de não serem parte do que a sociedade
acaba de impor, produzindo baixa autoestima e a auto rejeição. Exemplos baixa
autoestima e auto rejeição são muito claramente observados no cenário da fama,
como a busca descontrolada e desequilibrada para se enquadrar aos desejados padrões,
um exemplo envolve o cantor Michael Jackson, que se submeteu seu próprio corpo
a uma metamorfose, que resultou uma mistura de etnias e diferenciais. Entretanto, existe ainda outra vertente, o lado das pessoas que procuram
tratamentos estéticos para se sentirem bem em relação a si mesmas, longe da declarada
atitude vulgar da vaidade ou obsessão por boa imagem, mas como necessidade de
estar em harmonia, como um visagismo corporal.
Dessa maneira, observa-se a
relação com a psicologia humana, na busca desses padrões. Notando-se que o ser
humano toma decisões de acordo com a sua autoestima, que está obviamente
ligada aos paradigmas citados pela sociedade que o rodeia, como também buscando
uma melhor relação com o próprio corpo. Portanto, constitui-se de grande importância
os avanços da estética por promoverem o bem-estar social, entretanto, deve-se
levar em conta ainda o equilíbrio conjunto dos seus procedimentos juntamente
com a valorização de comportamentos de saúde mental de determinados padrões de
estética e bem-estar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário